HISTÓRIA

 

Claudio começou a jogar com 12 anos no final de 1997, por influência de amigos que já praticavam o esporte. Um de seus amigos tinha uma mesa de tênis de mesa em sua casa, e lá eles se divertiam e brincavam. “Tudo começou com uma brincadeira”, ele diz.

No final do mesmo ano descobriu que um dos clubes da cidade de Bauru ministrava treinos, e foi aí que ingressou de vez no esporte. Desde então são 21 anos de carreira e muitas conquistas no currículo.

Claudio compete em provas convencionais e em provas Paralímpicas, isso porque aos 10 anos de idade, teve uma doença chamada Doença de Blount, que surgiu depois de uma inflamação na perna esquerda, causando um desgaste ósseo e diferenciando em quase 3 cm a altura da perna esquerda para a direita. Devido a essa doença, hoje em dia ele sofre com problemas no joelho, no tornozelo e também na coluna.

“O tênis de mesa é um esporte democrático, qualquer pessoa pode jogar”, por ser um esporte democrático possibilita que um atleta jogue em todas as categorias e desempenhe um bom papel. O esporte não tem um padrão físico de atletas. Por isso é normal que paratletas joguem também em campeonatos regulares.

Claudio começou a fazer faculdade de direito para ter uma graduação, e nesse período devido ao foco no curso já não treinava tanto como antes. Ele terminou a faculdade em 2007, e no ano seguinte (2008), foi treinar em Marília.
No final desse mesmo ano seu irmão mais velho sofreu com uma rubéola e acabou ficando doente, ele adquiriu pneumonia e acabou falecendo.

A doença do irmão foi o divisor de águas para a carreira como atleta de Cláudio. “Eu fiquei com ele nos últimos dias e ele me falou várias coisas, inclusive que quando saísse dali ele seria feliz, porque acreditávamos que ele iria se recuperar, ele disse que passou a vida toda fazendo o que os outros queriam que ele fizesse e nunca tinha feito o que ele gostaria e o que traria felicidade.”

Essa fala foi marcante para a vida de Claudio, e foi a partir disso que ele decidiu focar no que mais gostava que era o tênis de mesa. “Graças a isso eu decidi ser um atleta profissional”.

A partir disso o foco foi total no esporte, e os resultados vieram! Em 2011 ele foi convidado/convocado para participar de um torneio Olímpico, jogando ainda no convencional, foi a primeira vez que ele representou o Brasil em uma competição internacional.

Já em outubro de 2014, Claudio passou pela classificação funcional no Aberto da França e conseguiu ser classificado com atleta Paralímpico na classe 10. Logo em seguida disputou o aberto da Costa Rica, ganhando na época do medalhista mundial, como resultado foi convocado para o Parapan-americanos de 2015, ganhando a medalha de ouro na classe 10 (nessa classe jogam atletas andantes com alguma limitação motora).

Passados 20 anos de carreira e quatro anos como atleta paralímpico profissional, Cláudio é tricampeão Parapan-americano por equipes e campeão Parapan-americano individual; tricampeão brasileiro individual da classe 10 e bicampeão brasileiro por equipes. Atualmente ele é número 27º do mundo e primeiro do Brasil na classe 10.

Futuro

O foco agora é nas competições futuras, em 2018 Claudio disputa o campeonato mundial de tênis de mesa que ocorrerá na Eslovênia objetivo é ficar entre os 8 melhores no mundial e conquistar a medalha de ouro nos jogos Parapanamericanos de Lima, Peru em 2019, os jogos são classificatórias para os jogos Paralímpicos de 2020. O objetivo maior de Claudio é chegar em 2020 classificado para as Paralimpíadas e com chances reais de medalhas.

Para alcançar tais objetivos, o atleta treina seis vezes por semana, de segunda a sábado, alguns dias em dois períodos e, além disso, ele conta também com acompanhamento de preparador físico e psicológico e tem aulas de pilates.

Perfil

Idade: 33 anos

Altura: 1,87

Natural de: Bauru

Uma cor: Preto

Um livro: “O atleta interior” de Dan Millman

Uma comida: churrasco

Um ídolo: meu irmão

Um ídolo no esporte: Roger Federer e Ayrton Sena

O que toca na sua playlist antes de jogos: Tropa de Elite

O que o esporte significa para você: Minha vida